Modelos de Composição e Percepção de Xenakis: Concret PH e o Pavilhão Philips

Artigo publicado na Revista OPUS v. 18, nº1.

ROSSETTI, Danilo. Modelos de composição e percepção de Xenakis: Concret PH e o Pavilhão Philips. Opus, Porto Alegre, v. 18, n. 1, p. 153-178, jun. 2012, ISSN 0103-7412.

Resumo: Este artigo aborda os modelos de composição e percepção de Xenakis. Segundo o próprio compositor, seu modelo de composição é baseado em distintas formalizações iniciais (estruturas fora-do-tempo), cujo objetivo é gerar dados musicais (estruturas no-tempo), tendo muitas vezes como referência o novo paradigma da ciência moderna do século XX. Por outro lado, a questão da sensibilidade musical é abordada por Xenakis a partir de um viés fundamentado na fenomenologia. Para ilustrar esta dualidade em seu processo criativo, abordaremos analiticamente o processo composicional de sua obra eletroacústica Concret PH (1958) e sua difusão no interior do Pavilhão Philips, cuja concepção de espacialidade se dá a partir do conceito de “gesto eletrônico”. Para a discussão teórica sobre seu modelo perceptivo, trazemos algumas considerações sobre espaço e tempo originárias de Kant e Merleau-Ponty. Já para a análise de Concret PH, nos reportaremos ao modelo de representação sonora de Gabor e ao conceito de trama de Xenakis, além de análises espectrais.

Xenakis’ Models of Composition and Perception: Concret PH and the Philips Pavilion
Abstract: This article addresses Xenakis’s models of composition and perception. According to the composer himself, his composition model is based on distinct, initial formalized structures (outside-time structures) with the purpose of generating musical structures (in-time structures), often times referring to new paradigms of twentieth century modern science. On the other hand, the issue of musical sensibility is addressed by Xenakis from a phenomenological-based standpoint. To illustrate this duality in his creative process, we analytically approached the composing process of his electroacoustic work Concret PH (1958) and its diffusion inside the Philips Pavilion, whose spatiality came from the concept of “electronic gesture”. For the theoretical discussion of his perception model, we examine some thoughts on time and space originating from Kant and Merleau-Ponty. As for the analysis of Concret PH, we refer to Gabor’s model of sound representation and Xenakis’s concept of screen, in addition to spectral analyses.

Disponível em: Revista OPUS

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